A luz traz claridade, não julgamento

Querida pessoa,

Neste dia, numa manhã, depois de fazer a minha rotina matinal e acordar lentamente com o meu amanhecer natural, me observei no banheiro e refleti sobre algo interessante.

No meu banheiro há duas fontes de luz: o LED do espelho e a luz do teto.

E percebi algo que me fez refletir sobre a nossa própria luz.

A pergunta que me deu uma nova concepção sobre o viver

Estou iluminando demais áreas que às vezes não precisam de tanta luz?

Eu percebi que a luz traz a consciência da sujeira no meu banheiro. Deixa claros os defeitos e as falhas que existem.

E me peguei pensando: será que estou enxergando a inconformidade com a minha luz, mas não aceitando as coisas como elas são?

Isso também me trouxe uma pergunta: será mesmo necessária uma ação minha em relação a algo que eu vejo e me incomoda?

Acredito que essa questão me traz uma maturidade muito profunda.

Entender que, às vezes, no nosso agir, não precisamos ser conduzidos ou motivados por uma questão visual aparente que a nossa luz nos mostra.

Nem tudo precisa ser consertado só porque incomoda ou parece irregular aos nossos olhos.

Outra coisa que refleti: será que estou querendo que o que eu faço seja iluminado, que as coisas se pareçam comigo ou com a forma que eu acho certa?

Isso abre uma porta imensa na minha mente para refletir, organizar os meus pensamentos e trazer para a minha realidade uma ideia muito simples:

A luz não exige. Ela traz claridade, mas não julgamento. Ela só é.

Vi que às vezes coloco mais "luz" do que precisa em algumas coisas que, na verdade, são só papel.

Mas a questão aqui é: estou querendo algo com a minha luz, ou estou somente vivendo?

Ver não significa ter que controlar

Pode ser confuso, eu sei, mas a questão é esta:

Às vezes damos atenção a muitos detalhes pensando que isso é um reflexo da nossa raridade de ser luz.

Mas, na verdade, isso pode esconder um controle, uma dificuldade de aceitar as coisas como são, sem querer mudá-las.

Às vezes, eu e você vemos muitos detalhes. Mas ver não significa ter que controlá-los, somente aceitar.

O desafio de estar na luz é que você vê. E, se você vê, é uma responsabilidade grande, principalmente em sentir e até em existir.

Porque ver e ser luz dói. É um privilégio que custa.

Para finalizar

Querida pessoa, eu te digo: você é importante como é.

A sua luz vai te deixar um pouco doido às vezes, mas você não precisa enlouquecer. Calma.

Com o tempo, você vai entender e aceitar melhor as coisas. Parece que aceitar tranquiliza, e é fato.

Porque às vezes as coisas que nos afligem apenas penetram a nossa mente.

O que levamos, e como levamos, é um agregado de significados que construímos.

Nem sempre aquele detalhe é importante. Nem sempre se dedicar daquela maneira é importante.

A questão é: você se sente em paz fazendo? Você consegue ser luz e fazer tal coisa?

Esta é a questão. Tudo que sair disso é dreno.

Não que não seja importante, mas é bom dar espaço ao que faz iluminar e traz paz.

Ser luz é a responsabilidade de ver, mas não necessariamente de agir. É aceitar e conduzir, sem controle.

Te deixo com este texto profundo.

Fico contente em compartilhar contigo esta reflexão.

Sua leitura é um gesto de carinho ❤️

Um abraço, Rafa.

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