Quando o cansaço pesa

Meu querido leitor,
isso aqui é só um pedaço do meu dia.


Hoje eu percebi algo estranho.

O dia estava claro…
mas as cores não chegavam até mim.

Como se eu estivesse usando um óculos escuro invisível.

E eu não gosto disso.
Gosto quando a vida vibra.


A verdade é que o dia nem começou hoje.

Ele veio emendado com o de ontem.

Virei a noite trabalhando, organizando o blog…
arrumando a casa pra quem chega.

Talvez pra você.
Talvez pra mim mesmo.


Escrevi bastante.

E no meio disso, percebi uma coisa que me pegou:

às vezes eu ainda me trato como uma versão antiga de mim.

Com pressão.
Com cobrança.
Com urgência.

E isso já não faz mais sentido.


Ficou uma pergunta no ar:

como é que se vive com mais amor…
e menos pressão?


Entre chá, bolachas e frutas,
organizei minha lojinha.

E tudo fluiu.

Sem peso.
Sem pressa.

Só… acontecendo.


Talvez eu esteja aprendendo isso agora:

que nem tudo precisa ser forçado
pra funcionar.


Depois eu dormi.

Era pra ser uma hora.

Virou duas e meia.

E quando acordei…
não queria levantar.

Me senti meio vazio.

Mas fiquei mais um pouco.

Até voltar.


Engraçado como até descansar
às vezes vem com culpa.


Fui ao Ceasa.

Mesmo lento.
Mesmo meio cansado.

Mas… bem.

Encontrei gente de alma.

E isso sempre me toca.

Eu gosto de gente.

Cada pessoa carrega um mundo.


No caminho, passei por um lugar que gosto.

Natureza.
Silêncio.
Casas bonitas.

Fiquei imaginando.

“um dia…”


Sinto vontade de conversar.

Mas não qualquer conversa.

Daquelas que vão fundo.

Que não ficam só na superfície.


E ao mesmo tempo… um receio.

De não ser entendido.

Mas talvez nem precise.

Talvez só ser ouvido já seja suficiente.


Mais tarde, veio o medo.

Aquele velho conhecido.

De errar.
De investir à toa.
De não dar certo.


Mas eu não parei.

Fui indo.

Do meu jeito.


No meio do dia, uma notícia simples:

uma venda.

E isso me alegrou.

Porque, hoje, cada pequena vitória sustenta muita coisa aqui dentro.


Mesmo com incertezas…
eu sinto:

Deus tem cuidado de mim.


À noite, voltei pro Muay Thai.

Fazia tempo.

E ali… eu me encontrei um pouco.

Disciplina.
Presença.
Corpo.


Percebi que tenho suportado melhor a dor.

Mas ainda estou aprendendo a fazer o que precisa ser feito…

sem fugir.


Sem ser duro demais comigo.
Mas também sem desistir.


Porque no fundo…

eu não desisto.


Agora estou aqui.

Escrevendo.

E sentindo algo bom:

liberdade.


Eu gosto disso.

De transformar o dia em palavras.

De dar forma ao que, às vezes, nem sei explicar.


Talvez um dia isso toque alguém.

Nem que seja de leve.

Nem que seja com um pequeno sorriso.


Obrigado por estar aqui.

De verdade.


Se isso te encontrou de alguma forma…
guarda.

Ou compartilha com alguém.

Às vezes, sentir já é suficiente.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *